OS DEDOS DO VIOLEIRO
Quando o violeiro toca
Na viola enluarada
Ilumina o coração.
Na leveza do seu toque
Que ele faz com a magia
De quem tange uma paixão,
Fica o coração mais mole,
A perna perde o controle
E foge a respiração.
Os dedos do tocador
Se tocam uma mulher
Como tocam o violão.
A mulher fica dengosa
Vira verso, vira prosa,
Vira parte da canção.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
O MAIOR DOS PERIGOS
Na selva densa e terrível
com feras a me espreitar,
tanto perigo invisível,
sem bússola e sem radar.
Tem movediças areias,
tem serpentes, tem leões,
aranhas armando teias,
tem flechas, dardos, ferrões.
Ou em nau, na incerteza
de um bravio e feroz mar,
vendo a morte com clareza,
sem remos pra navegar.
Enfrentado a correnteza,
vagalhões a me assustar.
Tudo contra e sem certeza
que a bonança vai chegar.
Os perigos são moleza,
são tão fáceis de enfrentar.
Eu não temo a natureza,
só tenho medo de amar.
Na selva densa e terrível
com feras a me espreitar,
tanto perigo invisível,
sem bússola e sem radar.
Tem movediças areias,
tem serpentes, tem leões,
aranhas armando teias,
tem flechas, dardos, ferrões.
Ou em nau, na incerteza
de um bravio e feroz mar,
vendo a morte com clareza,
sem remos pra navegar.
Enfrentado a correnteza,
vagalhões a me assustar.
Tudo contra e sem certeza
que a bonança vai chegar.
Os perigos são moleza,
são tão fáceis de enfrentar.
Eu não temo a natureza,
só tenho medo de amar.
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